Resenha: Assassinato no Expresso Oriente | Filme

 

Assassinato no Expresso Oriente

Após a leitura de Assassinato no Expresso Oriente, da autora Agatha Christie eu não poderia perder a estréia do filme baseado nessa obra de investigação policial. O filme dirigido e vivenciado no personagem principal por Kenneth Branagh, o Gilderoy Lockhart de Harry Potter e a câmara secreta, surpreendeu pelas cenas filmadas, personagem bem construído e qualidade de fotografia.

As comparações com a obra literária são impossíveis de não serem feitas por alguém que leu o livro. Então, nesse resenha crítica do Terça com Pipoca, vamos falar sobre o filme e os comparativos com o livro. Sem spoilers, quero agracia-los com essa obra da Rainha do Crime e explorar esse elenco fantástico que atuou em Assassinato no Expresso Oriente – Filme.

 

A história é ambientada em um trem, onde Hercule Poirot consegue uma cabine por causa de seu amigo Bouc. Reconhecido por sua admirável carreira de detetive, Poirot é requisitado a trabalhar para Mrs. Ratchett – um homem que corre perigo devido a inimigos do seu passado. O detetive belga recusa o emprego, não querendo ser guarda-costas do americano Ratchett. Assim, o homem é assassinado em seu vagão e o detetive é solicitado para solucionar o caso, já que o trem está preso em uma nevasca.

Leia também: Resenha: Assassinato no Expresso Oriente – Livro

Precisamos falar sobre Hercule Poirot

Devo admitir que o personagem não decepciona ao comparar-se ao livro. O detetive Poirot está devidamente caracterizado. O bigode impecável e os peculiaridades sensacionais. Onde o personagem é obsessivo pela simetria, por retratar tudo no preto e no branco, no certo e no errado. Não há meio termo para Hercule Poirot, seu olhar atento está em todos os lugares.

Preciso comentar sobre a ambientação do filme, eu gostei muito! Os figurinos estão sensacionais, as cidades do oriente retratadas com uma fotografia e edição bem-feitas destacam e fazem com que o público se sinta na época retratada pelo filme. Talvez, as cores devessem ser um pouco menos vibrantes para passar uma mensagem de algo mais antigo. Essa foi uma coisa que me incomodou.

Os personagens foram muito bem construídos, conseguimos entender a história de cada um deles e quem são eles ao longo da investigação, que condessa pistas onde o espectador não deduz quem é o assassino, mas o que causou a morte. Senti falta do General Indiano, que juntaram em um personagem só. O médico e o general, tornaram-se uma pessoa só, onde é levantado questões raciais, porém de modo superficial. Com um elenco de peso, o filme conseguiu mostrar cada um deles com uma caracterização incrível.

A solução do caso é apresentada não em uma solução só, mas em duas possíveis – então quando o grupo é abordado por um Hercule Poirot, surge um porquê. Mudando também, a perspectiva do próprio detetive que nem tudo é branco e preto, mas existe o cinza, um porém, uma situação nem certa nem errada.

Sobre o final de Assassinato no Expresso Oriente: Por um instante acreditei que o filme mudaria o final da trama, como é retratada originalmente no livro. Porém mantêm-se fiel e a história paralela ao trem que é apresentada, teve um toque de drama essencial, confesso que melhor retratada do que no livro. Provavelmente por utilizar de elementos visuais e auditivos. Assim, eu recomendo esse filme com prazer, ainda mais pela reflexão que ele nos mostra em diversos momentos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *